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Capítulo7 de 16
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Marcos 7

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Marcos 7

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Marcos 7:1–37

Do interior do coração procedem os males

1Os fariseus, e alguns dos escribas, que tinham vindo de Jerusalém, reuniram-se com ele.

2E, quando viram que alguns dos discípulos dele comiam pão com mãos impuras, isto é, sem lavar, repreendiam-lhes.

3(Pois os fariseus, e todos os judeus, mantendo a tradição dos antigos, se não lavarem bastante as mãos, não comem.

4E, quando voltam da rua, se não se lavarem, não comem; e há muitas outras coisas que se encarregam de guardar, [como] lavar os copos, as vasilhas, os utensílios de metal, e os leitos).

5Depois os fariseus e os escribas lhe perguntaram: Por que os teus discípulos não andam conforme a tradição dos antigos, em vez de comerem pão com as mãos sem lavar?

6E ele lhes respondeu: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas! Como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

7Eles, porém, me honram em vão, ensinando como doutrinas mandamentos humanos.

8Pois vós deixais o mandamento de Deus, e mantendes a tradição humana, [como] lavar as vasilhas e os copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

9E dizia-lhes: Vós dispensais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição;

10porque Moisés disse: Honra o teu pai e a tua mãe. E quem maldisser ao pai ou à mãe terá de morrer.

11Mas vós dizeis: Se o homem disser ao pai ou à mãe: Tudo o que te puder aproveitar de mim é corbã (isto é, oferta),

12então não lhe deixais mais nada fazer por seu pai ou por sua mãe.

13Assim invalidaias a palavra de Deus por vossa tradição, que ordenastes; e [fazeis] muitas coisas semelhantes a estas.

14E chamando para si toda a multidão, disse-lhes: Ouvi-me todos, e entendei:

15Nada há fora do ser humano que nele entre que o possa contaminar; mas o que dele sai, isso é o que contamina o ser humano.

16Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.

17Quando [Jesus] deixou a multidão e entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram sobre a parábola.

18E ele lhes disse: Também vós estais assim sem entendimento? Não entendeis que tudo o que de fora entra no ser humano não o pode contaminar?

19Pois não entra no seu coração, mas, sim, no ventre, e sai para a privada. (Assim, ele declarou como limpas todas as comidas).

20E dizia: O que sai do ser humano, isso contamina o ser humano.

21Pois é de dentro do coração humano que vêm os maus pensamentos, os adultérios, os pecados sexuais, os homicídios,

22os roubos, as ganâncias, as maldades, o engano, a depravação, o olho malicioso, a blasfêmia, a soberba, a insensatez.

23Todos estes males procedem de dentro, e contaminam o ser humano.

24[Jesus] levantou-se dali e foi para a região de Tiro e de Sidom. Ele entrou numa casa, e não queria que ninguém soubesse disso, mas não pôde se esconder.

25Pois uma mulher, cuja filhinha tinha um espírito imundo, assim que ouviu falar dele, veio, e prostrou-se a seus pés.

26Esta mulher era grega, de nacionalidade sirofenícia; e rogava-lhe que expulsasse o demônio de sua filha.

27Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que os filhos se fartem; porque não é bom tomar o pão dos filhos, e lançá-lo aos cachorrinhos.

28Porém ela lhe respondeu: Sim Senhor; mas também os cachorrinhos comem debaixo da mesa, das migalhas que os filhos deixam.

29Então ele lhe disse: Por esta palavra, vai, o demônio já saiu da tua filha.

30Quando ela chegou à sua casa, encontrou que o demônio já havia saído, e a filha estava deitada sobre a cama.

31Então [Jesus] voltou a sair da região de Tiro e de Sidom, e veio para o mar da Galilea, por meio da região de Decápolis.

32E trouxeram-lhe um surdo que dificilmente falava, e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele.

33E tomando-o em separado da multidão, pôs os seus dedos nos ouvidos dele, cuspiu, e tocou-lhe a língua.

34Depois, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá, (isto é, abre-te).

35Imediatamente os ouvidos dele se abriram, e o que prendia sua língua se soltou, e passou a falar bem.

36[Jesus] lhes mandou que a ninguém dissessem; porém, quanto mais lhes mandava, mais divulgavam.

37E ficavam muito admirados, dizendo: Ele faz tudo bem! Aos surdos faz ouvir, e aos mudos falar.

Contexto

O Evangelho Segundo Marcos apresenta Jesus em narrativa dinâmica como Messias e Filho de Deus, cuja autoridade se revela em ensino, cura, libertação e domínio sobre o caos. À medida que a identidade de Jesus se torna mais clara, cresce a incompreensão dos discípulos e o conflito com as autoridades. O centro do livro é o caminho para Jerusalém, onde a cruz redefine poder, glória e discipulado.

Explicação

Jesus denuncia o uso da tradição para anular o mandamento, especialmente a responsabilidade pelos pais. Ensina que a impureza moral procede do coração. Em seguida, responde à fé insistente de uma mulher siro-fenícia e cura um homem surdo e com dificuldade de falar.

Verdade central

Jesus desloca a pureza do ritual exterior para o coração e estende sua obra restauradora além das fronteiras de Israel.

Aplicação

Examine costumes religiosos que escondem egoísmo, assuma responsabilidades familiares e permita que Cristo abra seus ouvidos para escutar vozes que preconceitos costumam afastar.

Fontes históricas consultadas

R. T. France — The Gospel of Mark · James R. Edwards — The Gospel according to Mark · Joel Marcus — Mark · William L. Lane — The Gospel According to Mark

1Os fariseus, e alguns dos escribas, que tinham vindo de Jerusalém, reuniram-se com ele.

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2E, quando viram que alguns dos discípulos dele comiam pão com mãos impuras, isto é, sem lavar, repreendiam-lhes.

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3(Pois os fariseus, e todos os judeus, mantendo a tradição dos antigos, se não lavarem bastante as mãos, não comem.

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4E, quando voltam da rua, se não se lavarem, não comem; e há muitas outras coisas que se encarregam de guardar, [como] lavar os copos, as vasilhas, os utensílios de metal, e os leitos).

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5Depois os fariseus e os escribas lhe perguntaram: Por que os teus discípulos não andam conforme a tradição dos antigos, em vez de comerem pão com as mãos sem lavar?

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6E ele lhes respondeu: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas! Como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

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7Eles, porém, me honram em vão, ensinando como doutrinas mandamentos humanos.

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8Pois vós deixais o mandamento de Deus, e mantendes a tradição humana, [como] lavar as vasilhas e os copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

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9E dizia-lhes: Vós dispensais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição;

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10porque Moisés disse: Honra o teu pai e a tua mãe. E quem maldisser ao pai ou à mãe terá de morrer.

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11Mas vós dizeis: Se o homem disser ao pai ou à mãe: Tudo o que te puder aproveitar de mim é corbã (isto é, oferta),

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12então não lhe deixais mais nada fazer por seu pai ou por sua mãe.

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13Assim invalidaias a palavra de Deus por vossa tradição, que ordenastes; e [fazeis] muitas coisas semelhantes a estas.

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14E chamando para si toda a multidão, disse-lhes: Ouvi-me todos, e entendei:

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15Nada há fora do ser humano que nele entre que o possa contaminar; mas o que dele sai, isso é o que contamina o ser humano.

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16Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.

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17Quando [Jesus] deixou a multidão e entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram sobre a parábola.

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18E ele lhes disse: Também vós estais assim sem entendimento? Não entendeis que tudo o que de fora entra no ser humano não o pode contaminar?

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19Pois não entra no seu coração, mas, sim, no ventre, e sai para a privada. (Assim, ele declarou como limpas todas as comidas).

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20E dizia: O que sai do ser humano, isso contamina o ser humano.

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21Pois é de dentro do coração humano que vêm os maus pensamentos, os adultérios, os pecados sexuais, os homicídios,

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22os roubos, as ganâncias, as maldades, o engano, a depravação, o olho malicioso, a blasfêmia, a soberba, a insensatez.

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23Todos estes males procedem de dentro, e contaminam o ser humano.

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24[Jesus] levantou-se dali e foi para a região de Tiro e de Sidom. Ele entrou numa casa, e não queria que ninguém soubesse disso, mas não pôde se esconder.

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25Pois uma mulher, cuja filhinha tinha um espírito imundo, assim que ouviu falar dele, veio, e prostrou-se a seus pés.

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26Esta mulher era grega, de nacionalidade sirofenícia; e rogava-lhe que expulsasse o demônio de sua filha.

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27Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que os filhos se fartem; porque não é bom tomar o pão dos filhos, e lançá-lo aos cachorrinhos.

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28Porém ela lhe respondeu: Sim Senhor; mas também os cachorrinhos comem debaixo da mesa, das migalhas que os filhos deixam.

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29Então ele lhe disse: Por esta palavra, vai, o demônio já saiu da tua filha.

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30Quando ela chegou à sua casa, encontrou que o demônio já havia saído, e a filha estava deitada sobre a cama.

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31Então [Jesus] voltou a sair da região de Tiro e de Sidom, e veio para o mar da Galilea, por meio da região de Decápolis.

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32E trouxeram-lhe um surdo que dificilmente falava, e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele.

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33E tomando-o em separado da multidão, pôs os seus dedos nos ouvidos dele, cuspiu, e tocou-lhe a língua.

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34Depois, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá, (isto é, abre-te).

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35Imediatamente os ouvidos dele se abriram, e o que prendia sua língua se soltou, e passou a falar bem.

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36[Jesus] lhes mandou que a ninguém dissessem; porém, quanto mais lhes mandava, mais divulgavam.

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37E ficavam muito admirados, dizendo: Ele faz tudo bem! Aos surdos faz ouvir, e aos mudos falar.

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