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Capítulo4 de 21
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João 4

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Comentário Bíblico Você Não Sabia

Evangelho Segundo João 4

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Evangelho Segundo João 4:1–26

A água viva e a verdadeira adoração

1Quando, pois, o Senhor entendeu que os fariseus ouviram que Jesus fazia e batizava mais discípulos que João

2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas sim seus discípulos),

3Ele deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia.

4E foi necessário passar por Samaria.

5Veio pois a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto à propriedade que Jacó deu a seu filho José.

6E ali estava a fonte de Jacó. Então Jesus, cansado do caminho, sentou-se assim junto à fonte; era isto quase à hora sexta.

7Veio uma mulher de Samaria para tirar água; Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.

8(Porque seus discípulos haviam ido à cidade para a comprar de comer).

9Disse-lhe pois a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicam com o samaritanos.)

10Respondeu Jesus, e disse-lhe: Se tu conhecesses o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

11Disse a mulher: Senhor, tu não tens com que [a] tirar, e o poço é fundo; de onde pois tens a água viva?

12És tu maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço? E ele mesmo dele bebeu, e seus filhos, e seu gado?

13Jesus respondeu, e disse-lhe: Todo aquele que beber desta água voltará a ter sede;

14Porém aquele que beber da água que eu lhe der, para sempre não terá sede, mas a água que eu lhe der se fará nele fonte de água, que salte para vida eterna.

15Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me desta água, para que eu não tenha [mais] sede, nem venha aqui para tirar.

16Disse-lhe Jesus: Vai, chama a teu marido, e vem cá.

17A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Bem disseste: Marido não tenho.

18Porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isto com verdade disseste.

19Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.

20Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.

21Disse-lhe Jesus: Mulher, crê em mim, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis ao Pai.

22Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.

23Porém a hora vem, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque também o Pai busca a tais que o adorem.

24Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá [-lo] em espírito e em verdade.

25Disse-lhe a mulher: Eu sei que o Messias vem (que se chama o Cristo); quando ele vier, todas as coisas nos anunciará.

26Disse-lhe Jesus: Eu sou o que contigo falo.

Contexto

Jesus atravessa Samaria, região marcada por séculos de tensão religiosa e étnica com os judeus, e conversa publicamente com uma mulher samaritana junto ao poço de Jacó.

Explicação

Partindo de um pedido por água, Jesus revela a sede mais profunda da mulher e oferece água viva, vida que procede de Deus. Ele conhece sua história sem tratá-la com desprezo. A discussão sobre o lugar correto de culto é levada além de Gerizim e Jerusalém: os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Por fim, Jesus se identifica como o Messias esperado.

Verdade central

Jesus atravessa barreiras, revela a verdade sobre nós e oferece vida que transforma a adoração e a identidade.

Aplicação

Não precisamos esconder nossa história de Cristo. Ele conhece nossa sede, confronta com graça e nos chama para uma adoração que envolve coração, verdade e toda a vida.

Fontes históricas consultadas

Craig S. Keener — The Gospel of John: A Commentary · D. A. Carson — The Gospel According to John · Leon Morris — The Gospel According to John · F. F. Bruce — The Gospel of John

Evangelho Segundo João 4:27–42

Os campos estão brancos para a colheita

27E nisto vieram seus discípulos; e maravilharam-se de que falasse com uma mulher; mas ninguém [lhe] disse: Que perguntas? ou, O que falas com ela?

28Deixou, pois, a mulher seu vaso de água, e foi à cidade, e disse ao povo:

29Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; por acaso não é este o Cristo?

30Saíram, pois, da cidade, e vieram a ele.

31E enquanto isso, os discípulos lhe pediam, dizendo: Rabi, come.

32Porém ele lhes disse: Uma comida tenho que comer, que vós não sabeis.

33Diziam, pois, os discípulos uns aos outros: Por acaso alguém lhe trouxe de comer?

34Disse-lhes Jesus: Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e cumprir sua obra.

35Não dizeis vós, que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que vos digo: Levantai vossos olhos, e vede as terras; porque já estão brancas para a ceifa.

36E o que ceifa, recebe recompensa, e junta fruto para vida eterna; para que ambos se alegrem, tanto o que semeia, quanto o que ceifa.

37Porque nisto é verdadeiro o ditado, que: Um é o que semeia, e outro o que ceifa.

38Eu vos enviei para ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no trabalho deles.

39E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele pela palavra da mulher, que testemunhava, dizendo: Ele me disse tudo quanto eu tenho feito.

40Vindo pois os samaritanos a ele, suplicaram-lhe que ficasse com eles; e ele ficou ali dois dias.

41E creram ainda muitos mais pela palavra dele.

42E diziam à mulher: Já não cremos por teu dito; porque nós mesmos temos [o] ouvido, e sabemos que verdadeiramente este é o Cristo, o Salvador do mundo.

Contexto

A mulher deixa seu cântaro e volta à cidade para contar o que aconteceu. Enquanto isso, os discípulos insistem para que Jesus coma, sem perceber a urgência espiritual daquele momento.

Explicação

Jesus declara que seu alimento é fazer a vontade do Pai e completar sua obra. A colheita já estava pronta: os samaritanos aproximavam-se por causa do testemunho da mulher. Muitos primeiro creem por sua palavra e depois confessam, após ouvirem Jesus, que ele é verdadeiramente o Salvador do mundo.

Verdade central

Participar da missão de Deus alimenta o discípulo, e um testemunho simples pode conduzir uma comunidade inteira ao encontro pessoal com Cristo.

Aplicação

Devemos levantar os olhos para pessoas que talvez ignoramos. Não precisamos ter todas as respostas para testemunhar; podemos contar com honestidade o que Cristo fez e convidar outros a ouvi-lo.

Fontes históricas consultadas

Craig S. Keener — The Gospel of John: A Commentary · D. A. Carson — The Gospel According to John · Leon Morris — The Gospel According to John · F. F. Bruce — The Gospel of John

Evangelho Segundo João 4:43–54

A palavra que vence a distância

43E depois de dois dias partiu dali, e foi-se para a Galileia.

44Porque o mesmo Jesus testemunhou que não tem o Profeta honra em sua própria terra.

45Vindo pois para a Galileia, os Galileus o receberam, havendo visto todas as coisas que fizera em Jerusalém no [dia] da festa, porque também eles foram ao [dia] da festa.

46Veio pois Jesus outra vez a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E estava ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.

47Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele, e suplicava-lhe que descesse, e curasse a seu filho, porque já estava à morte.

48Disse-lhe pois Jesus: Se não virdes sinais e milagres não crereis.

49O nobre lhe disse: Senhor, desce, antes que meu filho morra.

50Disse-lhe Jesus: Vai, teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e se foi.

51E [estando] ele já descendo, seus servos lhe saíram ao encontro, e [lhe] anunciaram, dizendo: Teu filho vive.

52Perguntou-lhes pois, a que hora se achara melhor; e disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou.

53Entendeu pois o pai, que aquela era a mesma hora em que Jesus lhe disse: Teu filho vive. E creu nele, e toda sua casa.

54Este segundo sinal Jesus voltou a fazer, quando ele veio d [a] Judeia a Galileia.

Contexto

Um oficial do rei procura Jesus em Caná porque seu filho estava à morte em Cafarnaum. Ele espera que Jesus viaje até sua casa, mas recebe apenas uma palavra e uma ordem para voltar.

Explicação

Jesus confronta uma fé dependente de sinais, mas responde à necessidade. O homem crê na palavra antes de ver o resultado e parte. No caminho descobre que a cura aconteceu exatamente na hora em que Jesus declarou que seu filho viveria. O sinal conduz toda a sua casa à fé.

Verdade central

A autoridade de Jesus não é limitada pela distância, e a fé aprende a descansar em sua palavra antes de enxergar a resposta.

Aplicação

Muitas vezes queremos controlar como Cristo deve agir. Este pai nos ensina a obedecer e caminhar apoiados na palavra recebida, mesmo enquanto a confirmação ainda está a caminho.

Fontes históricas consultadas

Craig S. Keener — The Gospel of John: A Commentary · D. A. Carson — The Gospel According to John · Leon Morris — The Gospel According to John · F. F. Bruce — The Gospel of John

1Quando, pois, o Senhor entendeu que os fariseus ouviram que Jesus fazia e batizava mais discípulos que João

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2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas sim seus discípulos),

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3Ele deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia.

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4E foi necessário passar por Samaria.

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5Veio pois a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto à propriedade que Jacó deu a seu filho José.

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6E ali estava a fonte de Jacó. Então Jesus, cansado do caminho, sentou-se assim junto à fonte; era isto quase à hora sexta.

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7Veio uma mulher de Samaria para tirar água; Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.

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8(Porque seus discípulos haviam ido à cidade para a comprar de comer).

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9Disse-lhe pois a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicam com o samaritanos.)

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10Respondeu Jesus, e disse-lhe: Se tu conhecesses o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

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11Disse a mulher: Senhor, tu não tens com que [a] tirar, e o poço é fundo; de onde pois tens a água viva?

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12És tu maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço? E ele mesmo dele bebeu, e seus filhos, e seu gado?

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13Jesus respondeu, e disse-lhe: Todo aquele que beber desta água voltará a ter sede;

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14Porém aquele que beber da água que eu lhe der, para sempre não terá sede, mas a água que eu lhe der se fará nele fonte de água, que salte para vida eterna.

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15Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me desta água, para que eu não tenha [mais] sede, nem venha aqui para tirar.

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16Disse-lhe Jesus: Vai, chama a teu marido, e vem cá.

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17A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Bem disseste: Marido não tenho.

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18Porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isto com verdade disseste.

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19Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.

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20Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.

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21Disse-lhe Jesus: Mulher, crê em mim, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis ao Pai.

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22Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.

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23Porém a hora vem, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque também o Pai busca a tais que o adorem.

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24Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá [-lo] em espírito e em verdade.

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25Disse-lhe a mulher: Eu sei que o Messias vem (que se chama o Cristo); quando ele vier, todas as coisas nos anunciará.

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26Disse-lhe Jesus: Eu sou o que contigo falo.

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27E nisto vieram seus discípulos; e maravilharam-se de que falasse com uma mulher; mas ninguém [lhe] disse: Que perguntas? ou, O que falas com ela?

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28Deixou, pois, a mulher seu vaso de água, e foi à cidade, e disse ao povo:

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29Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; por acaso não é este o Cristo?

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30Saíram, pois, da cidade, e vieram a ele.

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31E enquanto isso, os discípulos lhe pediam, dizendo: Rabi, come.

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32Porém ele lhes disse: Uma comida tenho que comer, que vós não sabeis.

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33Diziam, pois, os discípulos uns aos outros: Por acaso alguém lhe trouxe de comer?

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34Disse-lhes Jesus: Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e cumprir sua obra.

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35Não dizeis vós, que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que vos digo: Levantai vossos olhos, e vede as terras; porque já estão brancas para a ceifa.

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36E o que ceifa, recebe recompensa, e junta fruto para vida eterna; para que ambos se alegrem, tanto o que semeia, quanto o que ceifa.

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37Porque nisto é verdadeiro o ditado, que: Um é o que semeia, e outro o que ceifa.

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38Eu vos enviei para ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no trabalho deles.

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39E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele pela palavra da mulher, que testemunhava, dizendo: Ele me disse tudo quanto eu tenho feito.

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40Vindo pois os samaritanos a ele, suplicaram-lhe que ficasse com eles; e ele ficou ali dois dias.

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41E creram ainda muitos mais pela palavra dele.

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42E diziam à mulher: Já não cremos por teu dito; porque nós mesmos temos [o] ouvido, e sabemos que verdadeiramente este é o Cristo, o Salvador do mundo.

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43E depois de dois dias partiu dali, e foi-se para a Galileia.

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44Porque o mesmo Jesus testemunhou que não tem o Profeta honra em sua própria terra.

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45Vindo pois para a Galileia, os Galileus o receberam, havendo visto todas as coisas que fizera em Jerusalém no [dia] da festa, porque também eles foram ao [dia] da festa.

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46Veio pois Jesus outra vez a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E estava ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.

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47Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele, e suplicava-lhe que descesse, e curasse a seu filho, porque já estava à morte.

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48Disse-lhe pois Jesus: Se não virdes sinais e milagres não crereis.

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49O nobre lhe disse: Senhor, desce, antes que meu filho morra.

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50Disse-lhe Jesus: Vai, teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e se foi.

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51E [estando] ele já descendo, seus servos lhe saíram ao encontro, e [lhe] anunciaram, dizendo: Teu filho vive.

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52Perguntou-lhes pois, a que hora se achara melhor; e disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou.

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53Entendeu pois o pai, que aquela era a mesma hora em que Jesus lhe disse: Teu filho vive. E creu nele, e toda sua casa.

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54Este segundo sinal Jesus voltou a fazer, quando ele veio d [a] Judeia a Galileia.

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