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Capítulo9 de 13
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Novo Testamento

Hebreus 9

Leitura contínua do capítulo.

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Hebreus 9

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Hebreus 9:1–28

Cristo entrou uma vez por todas no Santo dos Santos

1O primeiro [pacto] também tinha ordenanças de culto, e o santuário terrestre.

2Pois um tabernáculo foi preparado, o primeiro, em que havia o candelabro, a mesa, e os pães da proposição. Esse é chamado o Santo Lugar.

3Mas após o segundo véu estava o tabernáculo que se chama Santo dos Santos;

4que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro. Nela estavam: o vaso de ouro contendo o maná, a vara de Arão que florescera, e as tábuas do pacto.

5E acima dela, os querubins de glória, que faziam sombra ao propiciatório. Acerca dessas coisas não [é oportuno] agora falar em detalhes.

6Ora, estando estas coisas assim preparadas, os sacerdotes entram a todo tempo no primeiro tabernáculo, para cumprirem as atividades de culto.

7Mas no segundo, somente o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si mesmo, e pelos pecados de ignorância do povo.

8Desta maneira, o Espírito Santo dá a entender que o caminho para o Santuário não havia sido revelado enquanto o primeiro Tabernáculo ainda estava de pé.

9Esse é uma figura para o tempo presente, em que são oferecidos ofertas e sacrifícios que não podem, quanto a consciência, tornar perfeito a quem faz o serviço;

10[pois consistem] somente em comidas e bebidas, e vários lavamentos, e ordenanças para o corpo, que foram impostas até o tempo da correção.

11Mas quando veio Cristo, o Sumo Sacerdote dos bens futuros, por meio de um Tabernáculo maior e mais perfeito, não feito por mãos, isto é, não desta criação;

12ele entrou de uma vez por todas no Santuário, e obteve uma redenção eterna, não pelo sangue de bodes e bezerros, mas sim, pelo seu próprio sangue.

13Pois, se o sangue de touros e bodes, e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os imundos, santifica para a purificação do corpo,

14quanto mais o sangue do Cristo que, pelo Espírito eterno, ofereceu a si mesmo, imaculado, a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo!

15E por isso ele é o Mediador de um Novo Testamento, a fim de que, com a ocorrência de uma morte para redenção das transgressões sob o primeiro Testamento, os que foram chamados recebam a promessa da herança eterna.

16Pois onde há um testamento, é necessário que ocorra a morte do testador;

17porque um testamento se confirma nos mortos, visto que não é válido enquanto o testador vive.

18Por isso o primeiro [testamento] também não foi consagrado sem sangue;

19Porque, depois de Moisés haver pronunciado a todo o povo todo mandamento segundo a Lei, ele tomou o sangue de bezerros e de bodes, com água, lã purpúrea, e hissopo, e aspergiu, tanto o próprio livro, como todo o povo,

20dizendo: Este é o sangue do pacto que Deus ordenou para vós.

21E semelhantemente aspergiu com o sangue o Tabernáculo, e todos os utensílios do serviço de culto.

22Segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão de pecados.

23Portanto era necessário que os esboços das coisas que estão nos céus fossem purificados com esses [sacrifícios] ; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores que esses.

24Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, mera figura do verdadeiro; mas sim, no próprio Céu, para agora comparecer por nós diante da face de Deus.

25Também não [entrou] para oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote entra a cada ano no santuário com sangue alheio;

26(de outra maneira lhe seria necessário padecer muitas vezes desde a fundação do mundo), mas agora, no fim dos tempos, ele se manifestou de uma vez por todas para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

27E, como está ordenado aos seres humanos morrerem uma vez, e depois disso, o juízo,

28assim também Cristo, que se ofereceu uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá pela segunda vez, sem pecado, aos que o esperam, para a salvação.

Contexto

Hebreus dirige-se a cristãos cansados e pressionados a retroceder. Por meio de extensa interpretação do Antigo Testamento, a obra apresenta Jesus como Filho, sumo sacerdote e mediador da nova aliança, cujo sacrifício único abre acesso a Deus. Exposição e advertência caminham juntas para chamar a comunidade à fé, maturidade, comunhão e perseverança.

Explicação

O tabernáculo, seu mobiliário e os ritos do Dia da Expiação ensinavam tanto a santidade de Deus quanto o acesso ainda limitado sob a primeira ordem. Sacrifícios repetidos purificavam cerimonialmente, mas não podiam aperfeiçoar a consciência. Cristo entrou no santuário maior, não feito por mãos humanas, oferecendo o próprio sangue e obtendo redenção eterna. Sua morte inaugura a nova aliança e purifica a consciência para o serviço ao Deus vivo. Assim como uma aliança testamentária envolve morte, a antiga ordem também foi inaugurada com sangue. Cristo não repete sua oferta: apareceu uma vez para remover o pecado e aparecerá novamente, não para tratar do pecado outra vez, mas para trazer a salvação plena aos que o aguardam.

Verdade central

O sacrifício único de Cristo inaugura a nova aliança, purifica a consciência e assegura redenção eterna aos que esperam por ele.

Aplicação

Sirva a Deus a partir de uma consciência purificada, não tentando pagar repetidamente pelo que Cristo já realizou. Aguarde sua volta com confiança e vida consagrada.

Fontes históricas consultadas

William L. Lane — Hebrews 1–8; Hebrews 9–13 · Gareth Lee Cockerill — The Epistle to the Hebrews · David A. deSilva — Perseverance in Gratitude · F. F. Bruce — The Epistle to the Hebrews

1O primeiro [pacto] também tinha ordenanças de culto, e o santuário terrestre.

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2Pois um tabernáculo foi preparado, o primeiro, em que havia o candelabro, a mesa, e os pães da proposição. Esse é chamado o Santo Lugar.

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3Mas após o segundo véu estava o tabernáculo que se chama Santo dos Santos;

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4que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro. Nela estavam: o vaso de ouro contendo o maná, a vara de Arão que florescera, e as tábuas do pacto.

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5E acima dela, os querubins de glória, que faziam sombra ao propiciatório. Acerca dessas coisas não [é oportuno] agora falar em detalhes.

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6Ora, estando estas coisas assim preparadas, os sacerdotes entram a todo tempo no primeiro tabernáculo, para cumprirem as atividades de culto.

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7Mas no segundo, somente o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si mesmo, e pelos pecados de ignorância do povo.

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8Desta maneira, o Espírito Santo dá a entender que o caminho para o Santuário não havia sido revelado enquanto o primeiro Tabernáculo ainda estava de pé.

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9Esse é uma figura para o tempo presente, em que são oferecidos ofertas e sacrifícios que não podem, quanto a consciência, tornar perfeito a quem faz o serviço;

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10[pois consistem] somente em comidas e bebidas, e vários lavamentos, e ordenanças para o corpo, que foram impostas até o tempo da correção.

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11Mas quando veio Cristo, o Sumo Sacerdote dos bens futuros, por meio de um Tabernáculo maior e mais perfeito, não feito por mãos, isto é, não desta criação;

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12ele entrou de uma vez por todas no Santuário, e obteve uma redenção eterna, não pelo sangue de bodes e bezerros, mas sim, pelo seu próprio sangue.

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13Pois, se o sangue de touros e bodes, e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os imundos, santifica para a purificação do corpo,

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14quanto mais o sangue do Cristo que, pelo Espírito eterno, ofereceu a si mesmo, imaculado, a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo!

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15E por isso ele é o Mediador de um Novo Testamento, a fim de que, com a ocorrência de uma morte para redenção das transgressões sob o primeiro Testamento, os que foram chamados recebam a promessa da herança eterna.

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16Pois onde há um testamento, é necessário que ocorra a morte do testador;

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17porque um testamento se confirma nos mortos, visto que não é válido enquanto o testador vive.

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18Por isso o primeiro [testamento] também não foi consagrado sem sangue;

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19Porque, depois de Moisés haver pronunciado a todo o povo todo mandamento segundo a Lei, ele tomou o sangue de bezerros e de bodes, com água, lã purpúrea, e hissopo, e aspergiu, tanto o próprio livro, como todo o povo,

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20dizendo: Este é o sangue do pacto que Deus ordenou para vós.

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21E semelhantemente aspergiu com o sangue o Tabernáculo, e todos os utensílios do serviço de culto.

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22Segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão de pecados.

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23Portanto era necessário que os esboços das coisas que estão nos céus fossem purificados com esses [sacrifícios] ; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores que esses.

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24Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, mera figura do verdadeiro; mas sim, no próprio Céu, para agora comparecer por nós diante da face de Deus.

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25Também não [entrou] para oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote entra a cada ano no santuário com sangue alheio;

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26(de outra maneira lhe seria necessário padecer muitas vezes desde a fundação do mundo), mas agora, no fim dos tempos, ele se manifestou de uma vez por todas para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

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27E, como está ordenado aos seres humanos morrerem uma vez, e depois disso, o juízo,

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28assim também Cristo, que se ofereceu uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá pela segunda vez, sem pecado, aos que o esperam, para a salvação.

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