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O Livro das Parábolas

1 Enoque — Capítulo 41

Segredos celestiais

9 versículos

1Depois vi todos os segredos dos céus, como o reino é dividido e como as ações dos homens são pesadas na balança.

2Ali vi as moradas dos eleitos e dos santos. Meus olhos viram todos os pecadores que negam o nome do Senhor dos Espíritos sendo expulsos e arrastados dali; não podiam permanecer por causa do castigo procedente do Senhor dos Espíritos.

3Meus olhos viram os segredos do relâmpago e do trovão, os segredos dos ventos e como são distribuídos para soprar sobre a terra, e os segredos das nuvens e do orvalho. Vi de onde procedem e como regam a terra empoeirada.

4Vi câmaras fechadas das quais os ventos são distribuídos: a câmara do granizo e dos ventos, a câmara da névoa e das nuvens. Sua nuvem paira sobre a terra desde o princípio do mundo.

5Vi as câmaras do sol e da lua, de onde saem e para onde retornam, seu glorioso regresso, a superioridade de um sobre o outro e sua majestosa órbita. Eles não deixam seu percurso, nada acrescentam nem retiram dele e permanecem fiéis um ao outro segundo o juramento que os une.

6Primeiro o sol sai e percorre seu caminho segundo o mandamento do Senhor dos Espíritos, cujo nome é poderoso para todo o sempre.

7Depois vi o caminho oculto e o caminho visível da lua. Ela completa seu percurso naquele lugar, de dia e de noite, ocupando posição oposta ao sol diante do Senhor dos Espíritos. Eles agradecem e louvam sem cessar, pois seu repouso consiste em dar graças.

8O sol frequentemente muda para bênção ou maldição; o curso da lua é luz para os justos e trevas para os pecadores, em nome do Senhor, que separou a luz das trevas, dividiu os espíritos dos homens e fortaleceu os espíritos dos justos em nome de sua justiça.

9Nenhum anjo o impede, e poder algum é capaz de detê-lo, pois Deus estabelece um juiz sobre todos eles, e este os julga diante dele.